David Henrie citas

Una foto de David Henrie con nuevas amigas.A propósito, ¿terminó con Lucy Hale? Hace poco David dijo en una entrevista que estaba soltero. Aquí les dejo algunas fotos de David con Lucy, de aquellos días.Por cierto, muchos confundieron a Lucy con Selena, en estas fotos. 06-ene-2020 - Explora el tablero de jackgg023 'David henrie' en Pinterest. Ver más ideas sobre David henrie, Los hechiceros de waverly place, Aeropuerto de los angeles. david henrie estrena pÁgina web!!! jobros y selena comparten secretos de sus citas !!! demi lovato: mi vida no es perfecta; selena gomes y demi lovato tienen pacto de novios!!! miley cyrus y vanessa hudgens: mismos gustos!!! demi lovato vs. bÁrbara bermudo!!! zanessa y megan fox:despuÉs de los globos de oro 2... David Henrie y The Suite Life on Deck · Ver más » The Wizards Return: Alex vs. Alex. The Wizards Return: Alex vs. ¡Nuevo!!: David Henrie y The Wizards Return: Alex vs. Alex · Ver más » Tumblr. Tumblr es una plataforma de microblogging que permite a sus usuarios publicar textos, imágenes, vídeos, enlaces, citas y audio a manera de ... 03-jun-2019 - Explora el tablero de blumuneando 'Bodas' en Pinterest. Ver más ideas sobre Boda, David henrie, Miranda kerr orlando bloom. Y los culpables han sido, una vez más, los protagonistas de 'Los Magos de Waverly Place'. Decimos ' una ve. Los ex compañeros de “Los hechiceros de Waverly Place”, Selena Gomez y David Henrie, fueron captados rumbo al restaurante japonés “Kabuki”. 24 Abr Selena Gomez en la boda del actor de 'Los Magos de Waverly Place' David Henrie. David Henrie y Selena Gomez se mantienen casuales mientras se dirigen al restaurant San Juan el jueves por la noche (12 de marzo) en Puerto Rico. Las estrellas de Hechiceros cenaron en un restaurante conocido por los lugareños como un 'local de citas'. David, 19, recientemente evadió contestar a PerezHilton a través de su twitter si está o no saliendo con Sel. Anoche, David Henrie y su hermano Lorenzo iniciaron supuestamente una pelea con una persona desconocida enUniversal CityWalk. La policía fue llamada a intervenir y David y su hermano fueron puestos bajo custodia y ha sido citado por un delito menor. Su padre los recogió de la estación esta mañana. David Henrie fue a ver al Papa Francisco con sus amigos, famosos y no famosos. La amistad no distingue esto, la amistad se preocupa por la persona del otro. Se preocupa por que esta persona alcance el bien y el amor. 5. Finalmente el poder de la oración y la fe en Dios. 1. David Henrie & Maria Cahill. El actor de la serie “Los magos de Waverly Place”, se casó el pasado mes de abril con su novia de toda la vida. Fue un evento privado, rodeado de familiares y amigos que tuvo lugar en California. Por supuesto, ¡no podía haber matrimonio sin pedida de mano!

Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2019.04.22 17:34 bujiastorch Frase Bujías Torch. Hoy del poeta, escritor y filósofo, Henry David Thoreau.

Frase Bujías Torch. Hoy del poeta, escritor y filósofo, Henry David Thoreau.
¡Tenga un excelente inicio de semana!

#FelizLunes amigos, hoy celebramos el Día de la Tierra. Es un día para rendir homenaje a nuestro planeta y reconocer a la Tierra como nuestro hogar y nuestra madre, así como lo han expresado distintas culturas a lo largo de la historia.

Nos gustaría compartir con ustedes una frase del escritor, poeta y filósofo estadounidense, Henry David Thoreau. Esta frase dice:

"La Naturaleza es Todo lo que Necesitamos para Preservar el Mundo."

#BujiasTorch #Frases #Citas #Quotes #DiaDeLaTierra #EarthDay #HenryDavidThoreau
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2019.03.15 15:45 tombstoneshadows28 E-ver-y film (short, long, documentary, narrative, live-action, animated) with a "horror" keyword to be presently found on IMDB (in chronological order from 1988 and 1989)

1988
  1. They Live (1988/94m/John Carpenter)
  2. Child's Play (1988/87m/Tom Holland)
  3. A Nightmare on Elm Street 4: The Dream Master (1988/93m/Renny Harlin)
  4. Halloween 4: The Return of Michael Myers (1988/88m/Dwight H. Little)
  5. Hellbound: Hellraiser II (1988/97m/Tony Randel)
  6. Dead Ringers (1988/116m/David Cronenberg)
  7. Killer Klowns from Outer Space (1988/PG-13/88m/Stephen Chiodo)
  8. The Blob (1988/95m/Chuck Russell)
  9. Friday the 13th Part VII: The New Blood (1988/88m/John Carl Buechler)
  10. The Serpent and the Rainbow (1988/98m/Wes Craven)
  11. Pumpkinhead (1988/86m/Stan Winston)
  12. Return of the Living Dead II (1988/89m/Ken Wiederhorn)
  13. Poltergeist III (1988/PG-13/98m/Gary Sherman)
  14. Critters 2: The Main Course (1988/PG-13/86m/Mick Garris)
  15. Maniac Cop (1988/85m/William Lustig)
  16. The Seventh Sign (1988/97m/Carl Schultz)
  17. Vampire's Kiss (1988/103m/Robert Bierman)
  18. Phantasm II (1988/97m/Don Coscarelli)
  19. Night of the Demons (1988/90m/Kevin Tenney)
  20. Elvira: Mistress of the Dark (1988/PG-13/96m/James Signorelli)
  21. Alice (1988/86m/Jan Švankmajer)
  22. Fright Night Part 2 (1988/104m/Tommy Lee Wallace)
  23. Monkey Shines (1988/113m/George A. Romero)
  24. Waxwork (1988/95m/Anthony Hickox)
  25. Hobgoblins (1988/88m/Rick Sloane)
  26. The Lair of the White Worm (1988/93m/Ken Russell)
  27. Sleepaway Camp II: Unhappy Campers (1988/80m/Michael A. Simpson)
  28. Brain Damage (1988/84m/Frank Henenlotter)
  29. Amsterdamned (1988/114m/Dick Maas)
  30. Return of the Killer Tomatoes! (1988/PG/98m/John De Bello)
  31. Dead Heat (1988/86m/ Mark Goldblatt)
  32. Lady in White (1988/PG-13/113m/Frank LaLoggia)
  33. Men Behind the Sun (1988/105m/Tun Fei Mou)
  34. 976-EVIL (1988/92m/Robert Englund)
  35. Scarecrows (1988/83m/William Wesley)
  36. Zombie 3 (1988/84m/Lucio Fulci, Claudio Fragasso and Bruno Mattei)
  37. Ghoulies II (1988/PG-13/89m/Albert Band)
  38. Watchers (1988/91m/Jon Hess)
  39. Slugs (1988/89m/Juan Piquer Simón)
  40. Pin: A Plastic Nightmare (1988/103m/Sandor Stern)
  41. Bad Dreams (1988/80m/Andrew Fleming)
  42. Cheerleader Camp (1988/89m/John Quinn)
  43. Sorority Babes in the Slimeball Bowl-O-Rama (1988/80m/David DeCoteau)
  44. Hollywood Chainsaw Hookers (1988/75m/Fred Olen Ray)
  45. Howling IV: The Original Nightmare (1988 Video/94m/John Hough and Clive Turner)
  46. Jack's Back (1988/97m/Rowdy Herrington)
  47. Evil Dead Trap (1988/102m/Toshiharu Ikeda)
  48. Pulse (1988/PG-13/95m/Paul Golding)
  49. Not of This Earth (1988/81m/Jim Wynorski)
  50. Daffy Duck's Quackbusters (1988/G/72m/Greg Ford, Friz Freleng, Chuck Jones, Terry Lennon, Robert McKimson and Maurice Noble)
  51. Spellbinder (1988/99m/Janet Greek)
  52. Ghosthouse (1988/95m/Umberto Lenzi)
  53. Ginî piggu: Manhôru no naka no ningyo (1988 Video/63m/Hideshi Hino)
  54. The Unnamable (1988/87m/Jean-Paul Ouellette)
  55. The Visitors (1988/109m/Jack Ersgard)
  56. The Nest (1988/89m/Terence H. Winkless)
  57. Cellar Dweller (1988/77m/John Carl Buechler)
  58. Troma's War (1988/91m/Michael Herz and Lloyd Kaufman)
  59. Rabid Grannies (1988/89m/Emmanuel Kervyn)
  60. Witchery (1988/95m/Fabrizio Laurenti)
  61. The Kiss (1988/101m/Pen Densham)
  62. FleshEater (1988/88m/S. William Hinzman)
  63. The Unholy (1988/102m/Camilo Vila)
  64. The Brain (1988/94m/Ed Hunt)
  65. Tales from the Gimli Hospital (1988/72m/Guy Maddin)
  66. Black Roses (1988/90m/John Fasano)
  67. Heart of Midnight (1988/93m/Matthew Chapman)
  68. Ghost Town (1988/85m/Richard McCarthy, Mac Ahlberg)
  69. Hide and Go Shriek (1988/90m/Skip Schoolnik)
  70. Uninvited (1988 Video/PG-13/90m/Greydon Clark)
  71. Rowing with the Wind (1988/105m/Gonzalo Suárez)
  72. Slime City (1988/81m/Gregory Lamberson)
  73. Out of the Dark (1988/89m/Michael Schroeder)
  74. Cameron's Closet (1988/88m/Armand Mastroianni)
  75. Death Street USA (1988/96m/Nico Mastorakis)
  76. Robo Vampire (1988/90m/Godfrey Ho)
  77. Vampire in Venice (1988/97m/Augusto Caminito, Mario Caiano, Klaus Kinski, Maurizio Lucidi, Pasquale Squitieri and Luigi Cozzi)
  78. Flesh-Eating Mothers (1988/89m/James Aviles Martin)
  79. The Moonlight Sonata (1988/86m/Olli Soinio)
  80. Doom Asylum (1988/77m/Richard Friedman)
  81. Nightmare Sisters (1988/83m/David DeCoteau)
  82. Phantom of Death (1988/90m/Ruggero Deodato)
  83. Grotesque (1988/89m/Joe Tornatore)
  84. Prime Evil (1988/83m/Roberta Findlay)
  85. Rat Man (1988/82m/Giuliano Carnimeo)
  86. Grandmother's House (1988/90m/Peter Rader)
  87. The Green Inferno (1988/90m/Antonio Climati)
  88. Deep Space (1988/90m/Fred Olen Ray)
  89. Catacombs (1988/84m/David Schmoeller)
  90. The Last Slumber Party (1988 Video/80m/Stephen Tyler)
  91. Witchcraft (1988 Video/95m/Rob Spera)
  92. Slaughterhouse Rock (1988/90m/Dimitri Logothetis)
  93. Veerana (1988/135m/Shyam Ramsay and Tulsi Ramsay)
  94. Robowar - Robot da guerra (1988/92m/Bruno Mattei)
  95. Destroyer (1988/94m/Robert Kirk)
  96. Hack-O-Lantern (1988 Video/87m/Jag Mundhra)
  97. Saturday the 14th Strikes Back (1988/PG/78m/Howard R. Cohen)
  98. Fair Game (1988/81m/Mario Orfini)
  99. Il bosco 1 (1988/85m/Andreas Marfori)
  100. Twice Dead (1988/87m/Bert L. Dragin)
  101. The Spider Labyrinth (1988/120m/Gianfranco Giagni)
  102. Demonwarp (1988/91m/Emmett Alston)
  103. Dream Demon (1988/86m/Harley Cokeliss)
  104. Cannibal Campout (1988 Video/88m/Tom Fisher and Jon McBride)
  105. The 13th Floor (1988/88m/Chris Roache)
  106. To Die For (1988/94m/Deran Sarafian)
  107. Spellcaster (1988/83m/Rafal Zielinski)
  108. Primal Rage (1988/91m/Vittorio Rambaldi)
  109. Rejuvenatrix (1988/90m/Brian Thomas Jones)
  110. Death House (1988/90m/John Saxon)
  111. The Phantom Empire (1988 Video/83m/Fred Olen Ray)
  112. Woodchipper Massacre (1988 Video/80m/Jon McBride)
  113. Iced (1988/86m/Jeff Kwitny)
  114. Dial: Help (1988/94m/Ruggero Deodato)
  115. Apprentice to Murder (1988/PG-13/97m/Ralph L. Thomas)
  116. Dracula's Widow (1988/86m/Christopher Coppola)
  117. The Carpenter (1988/87m/David Wellington)
  118. Edge of the Axe (1988/91m/José Ramón Larraz)
  119. Rush Week (1988/96m/Bob Bralver)
  120. 555 (1988 Video/90m/Wally Koz)
  121. Necromancer (1988/88m/Dusty Nelson)
  122. Lurkers (1988/90m/Roberta Findlay)
  123. Lucky Stiff (1988/PG/82m/Anthony Perkins)
  124. Tokyo: The Last Megalopolis (1988/135m/Akio Jissôji)
  125. Transformations (1988/84m/Jay Kamen)
  126. Blood Relations (1988/90m/Graeme Campbell)
  127. Death by Dialogue (1988/89m/Thomas Dewier)
  128. Mr. Vampire Saga (1988/96m/Ricky Lau)
  129. The Night of the Living Duck (1988/G/7m/Greg Ford and Terry Lennon)
  130. Deadly Dreams (1988/79m/Kristine Peterson)
  131. Dangerous Game (1988/98m/Stephen Hopkins and David Lewis)
  132. Non aver paura della zia Marta (1988/88m/Mario Bianchi)
  133. I frati rossi (1988/85m/Gianni Martucci)
  134. Curse of the Queerwolf (1988/86m/Mark Pirro)
  135. The Stay Awake (1988/85m/John Bernard)
  136. Dogra Magra (1988/109m/Toshio Matsumoto)
  137. Kujaku ô (1988/86m/Ngai Choi Lam and Biao Yuen)
  138. Frankenstein General Hospital (1988/90m/Deborah Romare)
  139. Fatal Pulse (1988/90m/Anthony J. Christopher)
  140. Meng gui fo tiao qiang (1988/82m/Ronny Yu)
  141. Vacaciones de terror (1988/90m/René Cardona III)
  142. The Undertaker (1988/89m/Franco Steffanino)
  143. Hollow Gate (1988/76m/Ray Di Zazzo)
  144. Midnight Movie Massacre (1988/85m/Laurence Jacobs and Mark Stock)
  145. Dead Mate (1988/90m/Straw Weisman)
  146. Lone Wolf (1988/97m/John Callas)
  147. The Newlydeads (1988/77m/Joseph Merhi)
  148. Mask of Murder (1988/89m/Arne Mattsson)
  149. Her Vengeance (1988/92m/Ngai Choi Lam)
  150. Doctor Hackenstein (1988/88m/Richard Clark)
  151. Curse of the Blue Lights (1988/104m/John Henry Johnson)
  152. Vampire at Midnight (1988/93m/Gregory McClatchy)
  153. Vampires on Bikini Beach (1988 Video/80m/Mark Headley)
  154. The Chair (1988/100m/Waldemar Korzeniowsky)
  155. Zombie Brigade (1988/92m/Carmelo Musca and Barrie Pattison)
  156. Diamond Ninja Force (1988/PG-13/92m/Godfrey Ho)
  157. Pulse Pounders (1988/77m/Charles Band)
  158. Graveyard Shift II (1988/90m/Jerry Ciccoritti)
  159. Terror Squad (1988/92m/Peter Maris)
  160. Judgement Day (1988/PG-13/93m/Ferde Grofé Jr.)
  161. Stones of Death (1988/88m/James Bogle)
  162. Chôjin densetsu 2: Chôjin jusatsu hen (1988 Video/60m/Hideki Takayama)
  163. Night Wars (1988/88m/David A. Prior)
  164. The Stick (1988/90m/Darrell Roodt)
  165. Teen Vamp (1988/85m/Samuel Bradford)
  166. Dawn of an Evil Millennium (1988/20m/Damon Packard)
  167. Hollywood's New Blood (1988/77m/James Shyman)
  168. The Boy from Hell (1988/90m/Deryn Warren)
  169. Evil Altar (1988/90m/James Winburn)
  170. Thunder of Gigantic Serpent (1988/87m/Godfrey Ho)
  171. Scorpion Thunderbolt (1988/85m/Godfrey Ho)
  172. The Dreaming (1988/87m/Mario Andreacchio)
  173. Death Nurse 2 (1988 Video/56m/Nick Millard)
  174. Mama (1988/12m/Pablo Berger)
  175. The Haunted Cop Shop II (1988/92m/Jeffrey Lau)
  176. Blood Delirium (1988/90m/Sergio Bergonzelli)
  177. Demon Warrior (1988/85m/Frank Patterson)
  178. Perfect Victims (1988/90m/Shuki Levy)
  179. Pathos - Segreta inquietudine (1988/89m/Piccio Raffanini)
  180. Dead of Night (1988/95m/Deryn Warren)
  181. Hard Rock Nightmare (1988/87m/Dominick Brascia)
  182. Death Row Diner (1988/68m)
  183. Predator: The Quietus (1988/91m/Leslie McCarthy)
  184. The American Scream (1988/85m/Mitchell Linden)
  185. The Infernal Rapist (1988/83m/Damián Acosta Esparza)
  186. Gui meng jiao (1988/95m/Sammo Kam-Bo Hung and Wei Don Lo)
  187. Hellbent (1988/88m/Richard Casey)
  188. Guinea Pig Special 3 (1988 Video/73m)
  189. Phantom Brother (1988/92m/ William Szarka)
  190. Trapped Alive (1988/92m/Leszek Burzynski)
  191. The Vampire Raiders (1988/86m/Godfrey Ho)
  192. Fresh Kill (1988/86m/Joseph Merhi)
  193. Vampire Knights (1988/90m/Daniel Peterson)
  194. Night Feeder (1988 Video/90m/Jim Whiteaker)
  195. Chu nu jiang (1988/85m/Yeung Kong)
  196. The Brainsucker (1988/Herb Robins)
  197. Phantom of the Ritz (1988/88m/Allen Plone)
  198. Alguien te está mirando (1988/84m/Gustavo Cova and Horacio Maldonado)
  199. Kumander Bawang (1988/105m/Ramje)
  200. Captives (1988/84m/Gary P. Cohen)
  201. Kamen Raidâ Burakku: Onigajima he kyûkô seyo! (1988)
  202. Abunômaru: Ingyaku (1988/64m/Hisayasu Satô)
  203. Hako no naka no onna II (1988/73m/Masaru Konuma)
  204. The Hackers (1988 Video/80m/John Duncan)
  205. Kamen Rider Black: Terrifying! The Phantom House of Devil Pass (1988)
  206. Chuang xie xian sheng (1988/92m/Jing Wong)
  207. Chainsaw Scumfuck (1988 Video/7m/Alex Chandon)
  208. Almohadón de plumas (1988/Ricardo Islas)
  209. My Lovely Burnt Brother and His Squashed Brain (1988 Video/52m/Giovanni Arduino and Andrea Lioy)
  210. Twisted Issues (1988 Video/Charles Pinion)
  211. Pánico en la montaña (1988/90m/Pedro Galindo III)
  212. Lolita chijoku (1988/62m/Hisayasu Satô)
  213. Streets of Death (1988 Video/93m/Jeff Hathcock)
  214. Half Past Midnight (1988 Video/32m/Wim Vink)
  215. Woh Phir Aayegi (1988/B.R. Ishara)
  216. The Shaman (1988/88m/Michael Yakub)
  217. Brothers from Hell (1988 Video/115m/Todd Sheets)
  218. Salt, Saliva, Sperm and Sweat (1988/47m/Philip Brophy)
  219. Crack Dog (1988/5m/Casey Kehoe)
  220. La noche de la bestia (1988/80m/Gilberto de Anda)
  221. Tiyanak (1988/Peque Gallaga and Lore Reyes)
  222. Under the Bed (1988/90m/Colin Finbow)
  223. Ban xian jiang (1988/88m/Kang-Yu Tu)
  224. The White Alligator (1988/95m/H. Tjut Djalil)
  225. Kabrastan (1988/135m/Mohan Bhakri)
  226. The Devil's Friends (1988/Ahmed Yassine)
  227. Nightslave (1988/76m/John H. Parr)
  228. Black Vampire (1988/90m/Lawrence Jordan)
  229. Monsters & Maniacs (1988 Video/110m/Ted Newsom)
  230. Aad liyantaqim (1988/105m/Yassin Ismail Yassin)
  231. Hai zi wang (1988/93m/Chun-Liang Chen and Yang Ming Tsai)
  232. Satan Place: A Soap Opera from Hell (1988 Video/67m/Scott Aschbrenner and Alfred Ramirez)
  233. TerrorVision (1988–1989/10m)
  234. Hiwaga sa Balete Drive (1988/Peque Gallaga and Lore Reyes)
  235. La septième dimension (1988/90m/Olivier Bourbeillon, Manuel Boursinhac, Laurent Dussaux, Benoît Ferreux, Stéphan Holmes and Peter Winfield)
  236. Gekitotsu! Kyonshi kozo shijo saikyo no kanfu akuma gundan (1988/90m/Chia-Hui Liu)
  237. Santet (1988/Sisworo Gautama Putra)
  238. Jiang shi zhuo yao (1988/Ricky Lau)
  239. The Raven (1988/20m/Bart Aikens and Scott Allen Nollen)
  240. Door (1988/95m/Banmei Takahashi)
  241. Negatives (1988/Tony Smith)
  242. Father's Day (1988Dean Crow)
  243. Because the Dawn (1988/40m/Amy Goldstein)
  244. Samyuktha (1988/126m/Chandrashekar Sharma)
  245. The Garden of Blood (1988/74m/Ashraf Fahmy)
  246. Eob (1988/105m/Doo-yong Lee)
  247. Un paso al más aca (1988/90m/Gilberto de Anda)
  248. Night Creatures (1988 Video/60m/John Astin and A.D. Oppenheim)
  249. Ling huan xiao jie (1988/Hark-On Fung)
  250. Grampa's Monster Movies (1988 Video/65m/Peter Zasuly)
  251. Youjo densetsu '88 (1988/104m/Noboru Tanaka)
  252. Mong gwai yee yuen (1988/Kang-Yu Tu)
1989
  1. Pet Sematary (1989/103m/Mary Lambert)
  2. A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child (1989/89m/Stephen Hopkins)
  3. Dead Calm (1989/96m/Phillip Noyce)
  4. Halloween 5: The Revenge of Michael Myers (1989/96m/Dominique Othenin-Girard)
  5. Friday the 13th Part VIII: Jason Takes Manhattan (1989/100 m)
  6. The Fly II (1989/105m/Chris Walas)
  7. Tetsuo, the Iron Man (1989/67m/Shin'ya Tsukamoto)
  8. Santa Sangre (1989/NC-17/123m/Alejandro Jodorowsky)
  9. Leviathan (1989/98m/George P. Cosmatos)
  10. Warlock (1989/103m/Steve Miner)
  11. Shocker (1989/109m/Wes Craven)
  12. Bride of Re-Animator (1989/96m/Brian Yuzna)
  13. Society (1989/99m/Brian Yuzna)
  14. DeepStar Six (1989/99m/Sean S. Cunningham)
  15. Puppetmaster (1989 Video/90m/David Schmoeller)
  16. Intruder (1989/83m/Scott Spiegel)
  17. Sleepaway Camp III: Teenage Wasteland (1989/80m/Michael A. Simpson)
  18. The Church (1989/102m/Michele Soavi)
  19. The Toxic Avenger Part II (1989/102m/Michael Herz and Lloyd Kaufman)
  20. Parents (1989/81m/Bob Balaban)
  21. Communion (1989/107m/Philippe Mora)
  22. Clownhouse (1989/81m/Victor Salva)
  23. The Toxic Avenger Part III: The Last Temptation of Toxie (1989/102m/Michael Herz and Lloyd Kaufman)
  24. Cutting Class (1989/91m/Rospo Pallenberg)
  25. The Return of Swamp Thing (1989/PG-13/Jim Wynorski)
  26. The Phantom of the Opera (1989/93m/Dwight H. Little)
  27. Stepfather II (1989/93m/Jeff Burr)
  28. The Horror Show (1989/95m/James Isaac and David Blyth)
  29. C.H.U.D. II: Bud The C.H.U.D. (1989/84m/David Irving)
  30. Redneck Zombies (1989/84m/Pericles Lewnes)
  31. The Dead Next Door (1989/78m/J.R. Bookwalter)
  32. Moontrap (1989/92m/Robert Dyke)
  33. I, Madman (1989/89m/Tibor Takács)
  34. Cannibal Women in the Avocado Jungle of Death (1989/PG-13/90m/J.F. Lawton)
  35. Howling V: The Rebirth (1989/96m/Neal Sundstrom)
  36. Sundown: The Vampire in Retreat (1989/104m/Anthony Hickox)
  37. Zombie 4: After Death (1989/84m/Claudio Fragasso)
  38. Chopper Chicks in Zombietown (1989/86m/Dan Hoskins)
  39. Baxter (1989/82m/Jérôme Boivin)
  40. The Dead Pit (1989/95m/Brett Leonard)
  41. Silent Night, Deadly Night 3: Better Watch Out! (1989 Video/90m/Monte Hellman)
  42. Death Spa (1989/88m/Michael Fischa)
  43. After Midnight (1989/90m/Jim Wheat and Ken Wheat)
  44. Hisss (2010/98m/Jennifer Lynch)
  45. Lady Terminator (1989/82m/H. Tjut Djalil)
  46. Hellgate (1989/91m/William A. Levey)
  47. Lisa (1989/PG-13/95m/Gary Sherman)
  48. Edge of Sanity (1989/85m/Gérard Kikoïne)
  49. The Terror Within (1989/88m/Thierry Notz)
  50. Black Rainbow (1989/103m/Mike Hodges)
  51. Flora (1989/1m/Jan Švankmajer)
  52. Food of the Gods II (1989/91/Damian Lee)
  53. Elves (1989/PG-13/89m/Jeffrey Mandel)
  54. Curse II: The Bite (1989/98m/Frederico Prosperi)
  55. Guinea Pig: Android of Notre Dame (1989 Video/51m/Kazuhito Kuramoto)
  56. Beware: Children at Play (1989/94m/Mik Cribben)
  57. Nightmare Beach (1989/90m/James Justice and Umberto Lenzi)
  58. Shocking Dark (1989/90m/Bruno Mattei)
  59. Kitchen Sink (1989/14m/Alison Maclean)
  60. Psycho Cop (1989/87m/Wallace Potts)
  61. Dr. Caligari (1989/80m/Stephen Sayadian)
  62. Violent Shit (1989/75m/Andreas Schnaas)
  63. My Mom's a Werewolf (1989/PG/90m/Michael Fischa)
  64. Luther the Geek (1989/80m/Carlton J. Albright)
  65. Memorial Valley Massacre (1989/93m/Robert C. Hughes)
  66. Killer Crocodile (1989/90m/Fabrizio De Angelis)
  67. Things (1989 Video/83m/Andrew Jordan)
  68. Game Over (1989/87m/René Manzor)
  69. Phantom of the Mall: Eric's Revenge (1989/91m/Richard Friedman)
  70. Offerings (1989/95m/Christopher Reynolds)
  71. Celia (1989/103m/Ann Turner)
  72. Buried Alive (1989/87m/Gérard Kikoïne)
  73. Black Past (1989 Video/85m/Olaf Ittenbach)
  74. Hell High (1989/84m/Douglas Grossman)
  75. Meet the Hollowheads (1989/PG-13/86m/Thomas R. Burman)
  76. Beyond the Door III (1989/94m/Jeff Kwitny)
  77. Night Life (1989/89m/David Acomba)
  78. Witchtrap (1989/92m/Kevin Tenney)
  79. Girlfriend from Hell (1989/92m/Daniel Peterson)
  80. Lobster Man from Mars (1989/PG/82m/Stanley Sheff)
  81. Dead Dudes in the House (1989/95m/James Riffel)
  82. Monster High (1989/84m/Rudy Poe)
  83. The House of Usher (1989/92m/Alan Birkinshaw)
  84. The Vineyard (1989/95m/James Hong and William Rice)
  85. Beverly Hills Vamp (1989/88m/Fred Olen Ray)
  86. Dark Tower (1989/91m/Freddie Francis and Ken Wiederhorn)
  87. Sweet Home (1989/100m/Kiyoshi Kurosawa)
  88. Alien from the Deep (1989/90m/Antonio Margheriti)
  89. U.F.O. Abduction (1989 Video/66m/Dean Alioto)
  90. Blades (1989/101m/Thomas R. Rondinella)
  91. The Chilling (1989/90m/Deland Nuse and Jack A. Sunseri)
  92. Night Visitor (1989/93m/Rupert Hitzig)
  93. Laurin (1989/84m/Robert Sigl)
  94. Paganini Horror (1989/82m/Luigi Cozzi)
  95. Nightwish (1989/96m/Bruce R. Cook)
  96. The Cellar (1989/PG-13/85m/Kevin Tenney)
  97. Witchcraft II: The Temptress (1989 Video/88m/Mark Woods)
  98. Demons 6: De Profundis (1989/89m/Luigi Cozzi)
  99. The Forgotten One (1989/100m/Phillip Badger)
  100. Stuff Stephanie in the Incinerator (1989/PG-13/98m/Don Nardo)
  101. Dance of the Damned (1989/82m/Katt Shea)
  102. Yi mei dao ren (1989/86m/Ching-Ying Lam)
  103. Gui yao gui (1989/100m/Ricky Lau)
  104. Vampiri su medju nama (1989/90m/Zoran Calic)
  105. Masque of the Red Death (1989/85m/Larry Brand)
  106. Xiong zai mei ren tou (1989/Yichuan Liu)
  107. Secta satánica: el enviado del señor (1989/89m/Arturo Martínez)
  108. Mirage (1989/84m/Bill Crain)
  109. Moonstalker (1989/92m/Michael S. O'Rourke)
  110. Robot Ninja (1989/82m/J.R. Bookwalter)
  111. Murder Weapon (1989/90m/David DeCoteau)
  112. Beyond Dream's Door (1989/80m/Jay Woelfel)
  113. Night Shadow (1989/91m/Randolph Cohlan)
  114. Unmasked Part 25 (1989/85m/ Anders Palm)
  115. Dark Heritage (1989/94m/David McCormick)
  116. The Laughing Dead (1989/103m/Somtow Sucharitkul)
  117. Grave Robbers (1989/87m/Rubén Galindo Jr.)
  118. Satan's Princess (1989/90m/Bert I. Gordon)
  119. Houseboat Horror (1989 Video/85m/Kendal Flanagan and Ollie Martin)
  120. Maya (1989/100m/Marcello Avallone)
  121. The Masque of the Red Death (1989/89m/Alan Birkinshaw)
  122. The Hell's Gate (1989/90m/Umberto Lenzi)
  123. Chôjin densetsu 3: Kanketsu jigoku hen (1989 Video/48m/Hideki Takayama)
  124. Las Vegas Bloodbath (1989 Video/78m/David Schwartz)
  125. Massacre (1989/89m/Andrea Bianchi)
  126. Grave Secrets (1989/90m/Donald P. Borchers)
  127. Alien Space Avenger (1989/80m/Richard W. Haines)
  128. The Evil Below (1989/92m/Jean-Claude Dubois and Wayne Crawford)
  129. Zombie Rampage (1989 Video/89m/Todd Sheets)
  130. Purani Haveli (1989/139m/Shyam Ramsay and Tulsi Ramsay)
  131. Paint It Black (1989/104m/Tim Hunter and Roger Holzberg)
  132. Adio, Rio (1989/88m/Ivan Andonov)
  133. Freakshow (1989/97m/Constantino Magnatta)
  134. The Resurrection of Michael Myers Part 2 (1989 Video/25m/Richard Holm and Henrik Wadling)
  135. Hell's Trap (1989/90m/Pedro Galindo III)
  136. Superstition 2 (1989/93m/Alessandro Capone)
  137. Mutator (1989/91m/John R. Bowey)
  138. Bloody Psycho (1989/90m/Leandro Lucchetti)
  139. The Freeway Maniac (1989/95m/Paul Winters)
  140. Return of the Family Man (1989/88m/John Murlowski)
  141. Terror Eyes (1989/90m/Eric Parkinson, Michael Rissi and Steve Sommers)
  142. B.O.R.N. (1989/92m/Ross Hagen)
  143. Darkroom (1989/93m/Terrence O'Hara and Nico Mastorakis)
  144. The Jitters (1989/80m/John Fasano)
  145. American risciò (1989/93m/Sergio Martino)
  146. Muscle (1989/60m/Hisayasu Satô)
  147. Vacations of Terror 2 (1989/86m/Pedro Galindo III)
  148. An le zhan chang (1989/96m/Eric Tsang)
  149. Bees Saal Baad (1989/141m/Rajkumar Kohli)
  150. Sexbomb (1989/86m/Jeff Broadstreet)
  151. Bloodbath in Psycho Town (1989/87m/Alessandro De Gaetano)
  152. Operation Pink Squad II (1989/93m/Jeffrey Lau)
  153. The 29th Night (1989/119m/Hamid Rakhshani)
  154. Criminal Act (1989/93m/Mark Byers)
  155. Out of the Body (1989/88m/Brian Trenchard-Smith)
  156. The Basement (1989/79m/Timothy O'Rawe)
  157. Blue Vengeance (1989/90m/J. Christian Ingvordsen and Danny Kuchuck)
  158. Heartstopper (1989/90m/John A. Russo)
  159. Sounds of Silence (1989/108m/Peter Borg)
  160. The Weirdo (1989/91m/Andy Milligan)
  161. Uncle Cyril (1989/107m/Jirí Svoboda)
  162. Cold Light of Day (1989/81m/ Fhiona-Louise)
  163. Sukkubus - den Teufel im Leib (1989/80m/Georg Tressler) 87
  164. La luna negra (1989/90m/Imanol Uribe)
  165. The Magic Portal (1989/16m/Lindsay Fleay)
  166. Blood Nasty (1989/80m/Richard Gabai and Robert Strauss)
  167. Angel: Black Angel (1989/86m/Stelvio Massi)
  168. Murder in Law (1989 Video/94m/Tony Jiti Gill)
  169. Krvopijci (1989/86m/Dejan Sorak)
  170. Fright House (1989 Video/110m/Len Anthony)
  171. Speak of the Devil (1989/99m/Raphael Nussbaum)
  172. Family Reunion (1989/84m/Michael Hawes)
  173. Electric Kotatsu Horror (1989/93m/Jôji Iida)
  174. Teito taisen (1989/Takashige Ichise)
  175. Zhuo gui da shi (1989/93m/Norman Law Man and Stanley Wing Siu)
  176. Fatal Exposure (1989/83m/Peter B. Good)
  177. Surgikill (1989/88m/Andy Milligan)
  178. The Vampire Is Still Alive (1989/90m/Godfrey Ho)
  179. Satanic Attraction (1989/102m/Fauzi Mansur)
  180. Terrifying Tales (1989 Video/Paul Bunnell, Armand Garabidian and Ephraim Schwartz)
  181. Ginseng King (1989/85m/Ru-Tar Rotar and Chu-Chin Wang)
  182. The Urge to Kill (1989/82m/Derek Ford)
  183. Night Terror (1989/91m/Paul Howard and Michael Weaver)
  184. Scream Dream (1989 Video/69m/Donald Farmer)
  185. The Bloody Video Horror That Made Me Puke on My Aunt Gertrude (1989 Video/83m/John Bacchus)
  186. Enemy Unseen (1989/90m/lmo de Witt)
  187. Ang babaeng nawawala sa sarili (1989/Eddie Rodriguez)
  188. Death Doll (1989/82m/William Mims)
  189. Corridor (1989/7m/Alain Robak)
  190. The Final Judgement (1989/93m/Otto Chan)
  191. Relatos de la medianoche (1989/21m/Santiago Segura)
  192. Huo zhu gui (1989/90m/Wu Ma)
  193. Qiu ai ye jing hun (1989/Yi Ching Fung)
  194. The Bloody Monks (1989/75m/Glenn Gebhard)
  195. Valentina (1989/Santiago Garcia)
  196. Heavy Metal Massacre (1989/83m/Steven DeFalco and Ron Ottaviano)
  197. Luna di sangue (1989/95m/Enzo Milioni)
  198. Jogakusei: harakiri (1989 Video/45m)
  199. Onna harakiri: sange (1989 Video/45m)
  200. Rock-A-Die Baby (1989/Bob Cook)
  201. Gui gou ren (1989/92m/Sze Yu Lau and Jing Wong)
  202. Out of Town (1989/Norman Hull)
  203. Los placeres ocultos (1989/90m/René Cardona Jr.)
  204. Hentai byôtô: SM shinryo-shitsu (1989/55m/Hisayasu Satô)
  205. Khooni Murdaa (1989/127m/Mohan Bhakri)
  206. Alchemik (1989/117m/Jacek Koprowicz)
  207. Time Burst: The Final Alliance (1989/93m/Peter Yuval)
  208. Meng gui zhuang gui (1989/100m/Cheung-Yan Yuen)
  209. Idu Saadhya (1989/Dinesh Babu)
  210. Young-gu and Daengchili (1989/97m/Ki-nam Nam)
  211. Curse of the Zombie (1989/78m/Hao Li)
  212. Banned (1989/Roberta Findlay)
  213. Vegetables (1989 Video/90m/Laura Lovelace)
  214. Xie luo ji (1989/92m/Yuen Ching Lee)
  215. Pieces of Darkness (1989 Video/74m/George Bonilla and J. Johnson Jr. III)
  216. Todesvisionen - Geisterstunde (1989 Video/93m/Susanne Aernicke, Dirk Eickhoff, Pascal Hoffmann and Volker Morlock)
  217. Empire of Madness (1989 Video/86m/M. Dixon Causey)
  218. Deathwalkers (1989/85m/Joe Ford)
  219. Hua gui you xian gong si (1989/94m/Sze Yu Lau)
  220. Labirynt (1989/74m/Andrzej Stefan Kaluszko)
  221. Gun's Eye (1989/96m/Paul I. Clear and Jerry Koch)
  222. Marley's Revenge: The Monster Movie (1989/83m/Jet Eller)
  223. Hei lou gu hun (1989/86m/Ming Liang and Deyuan Mu)
  224. Blind Faith (1989/Dean Wilson)
  225. Power Games (1989/84m/Mychel Arsenault)
  226. Ghost Ballroom (1989/Wilson Tong)
  227. Nache Nagin Gali Gali (1989/Mohanji Prasad)
  228. Sleepover Massacre (1989/Gary Whitson)
  229. El vampiro teporocho (1989/Rafael Villaseñor Kuri)
  230. Nalaya Manithan (1989/107m/Velu Prabhakaran)
  231. Nightmare (1989/95m/Mohammed Shebl)
  232. Dear Diary (1989/103m/Lupita Aquino-Kashiwahara and Leroy Salvador)
  233. Impaktita (1989/Teddy Page)
  234. Working Stiffs (1989 Video/61m/Michael Legge)
  235. Ang mahiwagang daigdig ni Elias Paniki (1989/Carlo J. Caparas)
  236. Zombie Party (1989 Video/12m/Rodd Matsui, Samuel Oldham and Scott Tanaga)
  237. Mind Trap (1989/90m/Eames Demetrios)
  238. Child of the Sabbat (1989 Video/59m/Louis Ferriol)
  239. El anticristo 2 (Magic London) (1989/80m/Germán Monzó)
  240. Meng gui shan fen (1989/93m/James Yi Lui)
  241. Horrorama (1989/60m/Scarlet Fry)
  242. Wanita harimau (1989/Sisworo Gautama Putra)
  243. Cita con la muerte (1989/85m)
  244. Hasta que la muerte nos separe (1989/90m/Ramón Obón)
  245. Heaven Becomes Hell (1989/99m/Harbance Kumar)
  246. Wohi Bhayanak Raat (1989/Vinod Talwar)
  247. Nishi Trishna (1989/108m/Parimal Bhattacharya)
  248. Dead Silence (1989/62m/Hugh Gallagher)
  249. Kageki honban: Midareru (1989/54m/Sachi Hamano)
  250. Anak ng demonyo (1989/Mauro Gia Samonte)
  251. Pánico en el bosque (1989/84m/Roberto 'Flaco' Guzmán)
  252. Huwag kang hahalik sa diablo (1989/Mauro Gia Samonte)
  253. Si Baleleng at ang gintong sirena (1989/Chito S. Roño)
  254. El teatro del horror (1989/80m/Pedro Galindo III)
  255. Scorpion (1989/106m)
  256. The Aliens and Kong Kong Zombie (1989/80m/Seung-ho Ahn)
  257. Faces of Horror (1989 Video/Tenshu Monogatari)
  258. Ade Raaga Ade Haadu (1989/159m)
  259. Sau Saal Baad (1989/Mohan Bhakri)
  260. Let's Chop Soo-E (1989/7m/Eric Pigors)
  261. Meng gui jia ren (1989/82m/Wen Hua)
  262. Spirit Love (1989/85m/Shan-Hsi Ting)
  263. Baan phi pop (1989/90m/Saiyon Srisawat)
  264. Moonchild (1989/Michael J. Murphy)
  265. Horror Rock (1989 Video/40m/Paul McCollough)
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2016.08.15 21:23 ShaunaDorothy Il comunismo e la famiglia - L’approccio marxista alla liberazione delle donne (1 - 2)

https://archive.is/VHGvA
Spartaco n. 79 Aprile 2016
Il comunismo e la famiglia
L’approccio marxista alla liberazione delle donne
(Pagine di Donne e Rivoluzione)
Nella Dichiarazione di principi e alcuni elementi di programma della Lega comunista internazionale (quartinternazionalista) abbiamo esposto il nostro compito di “costruire dei partiti leninisti come sezioni nazionali di un’internazionale centralista-democratica il cui scopo è di condurre la classe operaia alla vittoria attraverso rivoluzioni socialiste in tutto il mondo” (Bollettino di supplemento a Spartaco, aprile 1998). Solo con la presa del potere, il proletariato può porre fine al sistema capitalista e aprire la strada ad un mondo senza sfruttamento né oppressione. Una componente decisiva della nostra prospettiva è la lotta per l’emancipazione delle donne, la cui oppressione risale alla nascita stessa della proprietà privata e non può essere eliminata senza l’abolizione della divisione in classi della società.
La Dichiarazione spiega che il nostro obiettivo ultimo è la creazione di una nuova società, una società comunista:
“la vittoria del proletariato a scala mondiale metterebbe al servizio dei bisogni umani un’abbondanza materiale inimmaginabile, porrebbe le basi per eliminare le classi sociali e sradicare la disuguaglianza sociale basata sul sesso e l'abolizione stessa del significato sociale di razza, nazione e etnia. Per la prima volta il genere umano prenderà in mano le redini della storia, e controllerà la sua creatura, la società, liberando potenzialità umane sinora inconcepibili, e portando ad un colossale avanzamento della civiltà. Solo allora sarà possibile realizzare il libero sviluppo di ogni individuo come condizione per il libero sviluppo di tutti”.
In passato, la maggioranza delle tendenze che si definivano marxiste condividevano l’obiettivo di una società comunista, anche quando erano in disaccordo su tutto il resto. Ma dopo il crollo dell’Unione Sovietica nel 1991-92 non è più così. La Lci è sola nel sostenere la prospettiva del comunismo a scala mondiale, nel senso spiegato per la prima volta da Karl Marx e Friedrich Engels.
Il clima ideologico della “morte del comunismo” si è tradotto nel predominio di idee false e restrittive sul significato del marxismo. Nel senso comune, il comunismo è stato ridotto al livellamento economico (l’eguaglianza a un modesto livello di redditi e consumi), basato sulla proprietà statale delle risorse economiche. Al contrario, la base materiale della realizzazione del programma marxista risiede nel superamento della penuria economica tramite l’incremento della produttività del lavoro. Perché si realizzi pienamente serviranno diverse generazioni di sviluppo socialista in un’economia collettivizzata su scala mondiale. Allora si svilupperà una società in cui lo Stato (lo speciale apparato di coercizione che difende l’ordinamento della classe dominante con dei corpi di uomini armati), si sarà estinto; in cui le appartenenze nazionali saranno scomparse e in cui l’istituzione della famiglia, la sorgente principale dell’oppressione delle donne, sarà stata sostituita da strumenti collettivi per crescere e socializzare i bambini e dalla più compiuta libertà di relazioni tra i sessi.
Il marxismo e la “natura umana”
In passato, anche quegli intellettuali che consideravano inaccettabile o irrealizzabile una simile società, sapevano tuttavia che era proprio questo che i marxisti chiamavano comunismo. Per esempio, ne Il disagio della civiltà (1930), una presentazione divulgativa della sua concezione del mondo, Sigmund Freud tratteggiò una breve critica del comunismo. Non vi sono prove che Freud avesse studiato le opere di Marx ed Engels, né quelle di Lenin e degli altri dirigenti bolscevichi. La sua comprensione (e il suo fraintendimento) del comunismo erano condivisi da molti intellettuali europei e americani dell’epoca, indipendentemente dalle convinzioni politiche.
Freud basava la sua critica del comunismo sull’idea che “la tendenza aggressiva sia nell’uomo una disposizione pulsionale originaria e indipendente”. Ne concludeva che il progetto comunista di società armonica andrebbe contro la natura umana:
“Non è affar mio la critica economica del sistema comunista; non posso sapere se l’abolizione della proprietà privata sia opportuna e proficua. Ma sono in grado di riconoscere che la sua premessa psicologica è un’illusione priva di fondamento. Con l’abolizione della proprietà privata si toglie al desiderio umano di aggressione uno dei suoi strumenti, certamente uno strumento forte ma, altrettanto certamente, non il più forte. Quanto alle differenze di potere e prestigio, che l’aggressività sfrutta a proprio uso, nulla è stato in esse mutato, nulla cambia nell’essenza dell’aggressione (...). Se si sopprime il diritto personale ai beni materiali, il privilegio rimane nelle relazioni sessuali, ove diviene inevitabilmente fonte di grandissima invidia e rabbiosa ostilità tra esseri umani che per altri rispetti sono stati messi alla pari. Se si abbattesse anche questo ostacolo giungendo alla completa liberazione della vita sessuale, se si abolisse cioè la famiglia, cellula germinale della civiltà, pur non potendosi prevedere le nuove vie che imboccherebbe l’evoluzione della civiltà una cosa sarebbe certa, che questo lato incancellabile della natura umana la seguirà anche colà.”
Freud aveva giustamente compreso che, nella visione comunista della società del futuro, la famiglia si sarebbe estinta e ci sarebbe stata una “completa liberazione della vita sessuale”. L’errore della sua concezione consisteva nel fatto che i marxisti non ritengono sia possibile la semplice aboli-zione della famiglia. Le funzioni necessarie che essa svolge, specialmente la crescita e l’educazione delle future generazioni, devono essere sostituite con dei modi socializzati per crescere i bambini e svolgere i lavori domestici.
Benché Freud non possieda più l’autorità ideologica di un tempo, resta diffusa l’idea che la “natura umana” renda impossibile un mondo comunista, anche se nella fattispecie le spiegazioni possono differire. Noi marxisti da parte nostra ribadiamo che è la penuria materiale a generare la feroce corsa al possesso di risorse insufficienti. Per questo il comunismo diverrà possibile solo in condizioni di abbondanza materiale finora sconosciute, accompagnate da un gigantesco balzo in avanti del livello culturale della società. É l’esistenza delle classi, espressa oggi nella forma dell’ordine capitalista-imperialista in decadenza, che infesta la società umana con brutalità e violenza. Come spiegò lo scrittore marxista Isaac Deutscher nel suo discorso su “L’uomo socialista” (1967), “Homo homini lupus è il grido di battaglia contro il progresso e il socialismo della gente che agita lo spettro dell’eterno lupus umano nell’interesse del lupus reale e sanguinario dell’imperialismo contemporaneo”. [enfasi originali]
Freud invece considerava la “aggressività innata” nelle relazioni tra i sessi il problema fondamentale della natura umana. E quindi? La patologia sociale associata a quella che Freud percepiva come rivalità sessuale, avrebbe poca ragion d’essere in una società comunista completamente libera, in cui la vita sessuale sarà indipendente dall’accesso al cibo, all’abitazione, all’educazione e alle comodità, indipendente dalla possibilità di soddisfare i bisogni della vita quotidiana. Quando la famiglia si sarà estinta, assieme allo Stato e alle classi sociali, sostituita dall’educazione collettiva dei bambini, una nuova psicologia e una nuova cultura si svilupperanno tra coloro che cresceranno nelle nuove condizioni. I valori sociali patriacali (“mia” moglie, i “miei” figli) scompariranno assieme al sistema oppressivo che li ha generati. Le relazioni dei bambini tra loro e con le persone che li educheranno e guideranno saranno multiformi, complesse e dinamiche. É l’istituzione della famiglia che lega il sesso e l’amore alla proprietà, conferendo il marchio del “peccato” a tutto ciò che esula dalle pastoie della monogamia eterosessuale.
Sotto il capitalismo, la famiglia, connessa da un intreccio di fili al funzionamento fondamentale del “libero mercato” economico, è il principale meccanismo dell’oppressione delle donne e dei giovani. La famiglia, lo Stato e la religione organizzata sono i tre oppressivi pilastri su cui si regge l’ordinamento capitalista. Nei paesi del terzo mondo, la povertà e un’ancestrale arretratezza, fomentate dal dominio imperialista, conducono inesorabilmente a pratiche oppressive come il velo, il prezzo delle spose e la mutilazione genitale femminile.
Si potrebbe credere che nelle società capitaliste avanzate come gli Stati Uniti, la vita personale sia più complicata, più vicina a sceneggiati tipo Modern Family o Transparent che ai telefilm degli anni Cinquanta, stile Papà ha ragione. Ma le scelte personali sono sempre condizionate dalle leggi, dai meccanismi economici e dai pregiudizi della società divisa in classi, specialmente per i lavoratori e per i poveri. La sostituzione della famiglia con istituzioni collettive è l’aspetto più radicale del programma comunista e comporterà i cambiamenti più profondi e fondamentali della vita quotidiana, anche quella dei bambini.
I nostri oppositori nella sinistra e la caccia alle streghe sessuofoba
Oggigiorno non incontriamo praticamente più la visione di una società priva dell’istituzione oppressiva della famiglia, neppure tra la maggioranza di coloro che sostengono di promuovere il marxismo, il socialismo e la liberazione delle donne. Sono decenni che gli stalinisti, abbracciando il dogma anti-marxista del “socialismo in un paese solo”, hanno abbandonato la concezione della necessità di una società socialista a scala mondiale per realizzare appieno la liberazione umana, anche per le donne. Una delle conseguenze fu la riabilitazione da parte degli stalinisti della famiglia oppressiva come baluardo “socialista”. Abbiamo approfondito questa materia in “La Rivoluzione russa e l’emancipazione delle donne” (Spartacist, edizione inglese n. 59, primavera 2006).
Altri presunti marxisti contemporanei, alcuni sedicenti trotskisti, si limitano ad accodarsi alla dottrina femminista (borghese) prevalente, quando si occupano della questione della liberazione delle donne, accettando implicitamente le istituzioni della famiglia e dello Stato capitalista. Ne troviamo un esempio nel loro odio nei confronti della Spartacist League negli Usa e della Lci, a causa della nostra difesa dei diritti della North American Man/Boy Love Association (Nambla) [Associazione nordamericana per l’amore tra uomini e ragazzi], un’organizzazione che rivendica la legalizzazione delle relazioni sessuali consensuali tra adulti e giovani, e di altri che sono stati perseguitati per simili “deviazioni” sessuali. La Lci ha coerentemente contrastato l’intervento governativo nella vita privata e rivendica la cancellazione di tutte le leggi contro i “crimini senza vittime”, attività consensuali come la prostituzione, l’uso di droghe o la pornografia.
Le invettive contro Nambla di molti radicali e femministe esprimono i “valori famigliari” propugnati dai politicanti e dai demagoghi della borghesia. Sono decenni ormai che è in atto una multiforme controffensiva sessuofoba sponsorizzata dal governo: odio verso gli omosessuali, caccia alle streghe ai danni dei lavoratori dell’educazione, divieti di distribuire anticoncenzionali e di insegnare educazione sessuale ai giovani, che culmina nell’incarcerazione dei “devianti”. Questo assalto reazionario è stato accompagnato dal terrorismo extra-legale, come gli attentati dinamitardi che hanno preso di mira le cliniche che praticano aborti. Questa persecuzione mira in gran parte a rafforzare lo Stato borghese che irreggimenta la popolazione e a diffondere il panico per allontanare l’attenzione dalla reale brutalità che è la vita in questa società contorta, bigotta e razzista.
In passato, in vari articoli, abbiamo esplorato diversi esempi di come possa essere ambigua la vita sessuale, in una società deformata dalla diseguglianza di classe e dall’oppressione razziale e sessuale, che genera brutture e sofferenze. Abbiamo sempre sostenuto che l’abuso dei bambini è un crimine crudele e orrendo, ma che molti contatti sessuali sono del tutto consensuali e innocui. Chi mescola deliberatamente tutto, dalle carezze reciproche tra fratelli al crimine efferato dello stupro di un bambino da parte di un adulto, crea un clima di isteria sessuofoba in cui i responsabili delle vere violenze sui bambini spesso se la cavano. Abbiamo evidenziato che le inclinazioni sessuali di una specie di mammiferi gregari come l’homo sapiens, si lasciano ingabbiare a fatica nella rigida monogamia eterosessuale decretata dalla morale borghese.
Per garantire un minimo di protezione dalla persecuzione statale ai giovani che vogliono fare sesso (o anche semplicemente sexting), ci opponiamo alle leggi reazionarie sulla “età del consenso”, con cui lo Stato decreta un’età arbitraria alla quale si può fare sesso (età che comunque cambia a seconda delle leggi di ciascuna epoca e paese). La nostra bussola in queste materie è l’opposizione allo Stato capitalista e ai suoi tentativi di rafforzare e mantenere l’ordinamento borghese, basato sullo sfruttamento. Concretizziamo così nelle condizioni attuali il nostro obiettivo: la completa liberazione sessuale di tutti, inclusi bambini e adolescenti, in un futuro comunista. Questo è importante soprattutto per i giovani adulti, che oggi si trovano a dover trascorrere gli anni successivi alla pubertà incatenati alla dipendenza dai genitori. Chiediamo uno stipendio pieno per tutti gli studenti, che renda i giovani davvero indipendenti dalla famiglia, come parte del nostro programma di educazione gratuita e di qualità per tutti.
In netto contrasto, l’International socialist organization (Iso) rifiuta di chiedere l’abolizione delle leggi in vigore sull’età del consenso. In un articolo intitolato “I giovani, la sessualità e la sinistra”, Sherry Wolf, un pezzo grosso dell’Iso, ha agitato il forcone contro David Thorstad, un sostenitore di Nambla, accusandolo di essere “il più rumoroso tra i vecchi difensori della pederastia nella sinistra” (socialistworker.org, 2 marzo 2010). Citando il suo libro, Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Haymarket Books, 2009) ha detto: “É impossibile che un bambino esprima un vero consenso a un uomo di 30 anni, senza lasciarsi condizionare dalla disuguaglianza di potere”. L’articolo di Wolf continua: “Nella nostra società, adulti e bambini non sono alla pari sul piano emotivo, fisico, sociale o economico. I bambini e gli adolescenti più giovani non hanno la maturità, l’esperienza o il potere di prendere decisioni davvero libere sui loro rapporti con gli adulti. Senza queste, non esiste vero consenso”.
“Decisioni davvero libere”? A questa stregua nemmeno la maggior parte delle relazioni tra adulti soddisfano questo criterio di consenso. In pratica Wolf affida tutti i minori di 18 anni e i loro partner al potere dello Stato borghese. L’unico principio guida per qualsiasi relazione sessuale dev’essere quello del consenso effettivo: vale a dire, del reciproco accordo e comprensione tra le persone coinvolte, indipendentemente dall’età, dal genere o dalle preferenze sessuali.
Il fatto che l’Iso abbandoni i giovani nelle mani dello status quo sessuale oppressivo ne riflette l’adattamento ai pregiudizi dell’ordinamento capitalista e agli atteggiamenti retrogradi della popolazione. In ultima analisi, questo deriva dalla storica opposizione dell’Iso a qualsiasi prospettiva di mobilitazione rivoluzionaria della classe operaia per la presa del potere statale, per la creazione di uno Stato operaio (la dittatura del proletariato) e per la creazione delle basi di una società comunista. Per l’Iso il socialismo è più o meno un’estensione cumulativa della “democrazia” a tutti i settori degli oppressi, di cui la classe operaia sarebbe uno dei tanti. L’Iso cerca di fare pressione sui capitalisti perché riformino il loro ordine di sfruttamento. La sua prospettiva per la liberazione delle donne riflette la stessa commovente fiducia nel potere delle riforme.
Perché i marxisti non sono femministi
É interessante notare che negli ultimi anni, l’Iso ha iniziato una discussione sulle teorie della liberazione femminile nelle pagine del suo giornale, il Socialist Worker. Sembra che ciò si debba al desiderio di abbandonare la tradizionale opposizione al femminismo in quanto ideologia borghese per appropriarsi dell’etichetta del femminismo o del “femminismo socialista”. Per esempio, durante una presentazione tenuta a Socialism, la conferenza dell’Iso del 2013 (riprodotta in “Marxismo, femminismo e lotta per la liberazione”, socialistworker.org, 10 luglio 2013), Abbie Bakan (che all’epoca era una nota esponente dei Canadian International Socialists, cugini politici dell’Iso), spiega: “La pretesa teorica secondo cui può esistere un approccio marxista coerente favorevole alla ‘liberazione delle donne’ ma contrapposto al ‘femminismo’ è priva di senso.”
La recente adozione esplicita del “femminismo socialista” da parte dell’Iso non è che un differente involucro dello stesso contenuto liberale. Ad ogni modo, ci dà la possibilità di riaffermare la storica posizione marxista sulla famiglia e di sottolineare quanto l’emancipazione delle donne sia fondamentale e inseparabile dalla rivoluzione socialista. Contrariamente a quanto sostiene l’ideologia femminista, la piena eguaglianza legale non può trascendere l’oppressione delle donne, le cui radici si trovano nella famiglia e nella proprietà privata.
Noi abbiamo sempre insistito sul fatto che marxismo e femminismo sono storicamente nemici politici. Questa affermazione richiede una spiegazione. Negli Stati Uniti e in altri paesi, è comune usare il termine “femminista” come sinonimo dell’idea che uomini e donne dovrebbero essere uguali. Ma il femminismo, nell’opporsi alla diseguaglianza, accetta i confini della società capitalista attuale. Come ideologia il femminismo nacque alla fine del diciannovesimo secolo, come riflesso delle aspirazioni di uno strato di donne della borghesia e della piccola borghesia, che reclamavano l’accesso alle prerogative della loro classe: la proprietà e la trasmissione ereditaria, le professioni e il diritto di voto. I marxisti vogliono molto di più di quest’idea restrittiva della “uguaglianza di genere”.
Noi marxisti sappiamo che la liberazione delle donne non può avvenire senza la liberazione dell’intera specie umana dallo sfruttamento e dall’oppressione: questo è il nostro obiettivo. Esso venne ben formulato più di un secolo fa in La donna e il socialismo (1879), un classico del marxismo scritto da August Bebel, venerato dirigente del Partito socialdemocratico tedesco. Nelle sue varie edizioni, quest’opera fu letta da generazioni di milioni di operai fino alla Prima guerra mondiale. Non troverete una simile ricchezza visionaria in nessuno degli scritti dell’Iso su questo argomento:
“La donna sceglierà la sua attività lavorativa in quel campo che meglio risponde alle sue inclinazioni, al suo talento e ai suoi desideri, e lavorerà in condizioni identiche a quelle dell’uomo. Operaia in qualche industria o mestiere, di lì ad un’ora essa diventa educatrice e maestra, per esercitare subito dopo qualche arte od occuparsi di qualche scienza. Per compiere dopo ancora qualche funzione amministrativa” (La donna e il socialismo, nostra traduzione).
La descrizione di Bebel della natura appagante del lavoro in una società socialista, è importante specialmente perche vale sia per le donne sia per gli uomini. Questo fa capire la ragione essenziale per cui marxismo e femminismo si escludono e sono anzi antitetici. Le femministe considerano come fondamentale la divisione della società in donne e uomini, mentre i socialisti sanno che gli operai, uomini e donne, devono lottare insieme per porre fine all’oppressione e al comune sfruttamento da parte della classe capitalista.
Falsificazione del pensiero di Marx
Nel quadro della svolta teorica verso il “femminismo socialista”, l’Iso promuove il libro di Lise Vogel, Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Haymarket Books, 2013). Pubblicata nel 1983, quest’opera è stata ristampata nell’ambito della Serie Historical Materialism con l’introduzione elogiativa di due accademici sostenitori dell’ultra-riformista New Socialist Group. L’audience “socialista femminista” cui si rivolgeva Vogel era già praticamente svanita trent’anni fa. Ma poiché Vogel si presenta come la rappresentante del polo marxista tra gli intellettuali o nel movimento “socialista femminista”, pubblicarne il libro oggi è in sintonia con la politica dell’Iso.
Nel capitolo introduttivo, Vogel prende una posizione di equidistanza tanto dalle femministe non marxiste quanto dai marxisti non femministi. Si pone come obiettivo principale l’analisi della natura dell’oppressione delle donne nel quadro della struttura e delle dinamiche del sistema economico capitalista. La sua presentazione delle idee di Marx ed Engels è confusa, pomposa e contraddittoria. Si concentra principalmente sul rapporto tra il lavoro domestico, casalingo e la riproduzione generazionale della forza-lavoro. Per Vogel, l’oppressione delle donne è basata strettamente sul lavoro domestico (non retribuito) delle donne. Affermando che “la categoria di ‘famiglia’... è carente come punto di partenza analitico”, dimostra di ignorare le questioni più ampie sul ruolo della famiglia nell’oppressione delle donne e dei bambini e la sua importanza come pilastro fondamentale dell’ordinamento capitalista. La famiglia serve ad atomizzare la classe operaia, a diffondere l’individualismo borghese che fa da barriera alla solidarietà di classe.
Mentre lei stessa presenta una visione restrittiva dell’oppressione delle donne, Vogel accusa falsamente Engels di essere un “determinista economico”, limitandosi ad ignorare il lato culturale e sociale della ricca argomentazione di Engels ne L’origine della famiglia, della proprietà privata e dello Stato (1884). Tanto per fare un esempio, si lamenta per il fatto che Engels “non lega chiaramente lo sviluppo di una sfera speciale associata alla riproduzione della forza-lavoro all’emergere della società di classe, o almeno della società capitalista”. Qui sembra intendere che Engels non dimostra come lo sviluppo della società di classe abbia condizionato il ruolo delle donne nella crescita dei bambini. Ma questo è semplicemente falso.
Ne L’origine della famiglia, della proprietà privata e dello Stato, Engels descrive lo sviluppo della famiglia a partire dall’originaria divisione in classi della società nell’epoca neolitica. Basandosi sulle informazioni allora disponibili, Engels fece ampio uso della ricerca pionieristica condotta da Lewis Henry Morgan tra gli irochesi dello Stato di New York, per capire le antiche società pre-classiste. Engels descrisse come l’invenzione dell’agricoltura abbia creato un surplus sociale che per la prima volta consentì lo sviluppo di una classe dirigente oziosa che viveva del lavoro altrui. La famiglia, e in particolare la monogamia delle donne, era necessaria per garantire l’ordinato passaggio della proprietà e del potere agli eredi del patriarca, alle generazioni successive della classe dominante. Se è vero che oggi si sa molto di più sui primi periodi della società umana rispetto all’epoca di Engels, la sua concezione ha fondamentalmente superato la prova del tempo.
Vogel non analizza il ruolo sociale della famiglia per la classe operaia sotto il capitalismo, che consiste nel crescere le nuove generazioni di schiavi salariati. Nel Capitale Marx spiegò che il costo della forza-lavoro è determinato dal costo del mantenimento e della riproduzione dell’operaio: le spese per la sua vita quotidiana, il costo del suo addestramento e del mantenimento della moglie e dei figli. Per accrescere i propri profitti il capitalista cerca di ridurre il costo del lavoro: non solo il salario del lavoratore, ma anche i servizi come la pubblica istruzione e la sanità, necessari al mantenimento del proletariato.
A volte le femministe criticano alcuni aspetti della famiglia, ma solo per lamentarsi dei “ruoli di genere”, come se il problema nascesse da chi deve lavare i piatti o dare il biberon al bambino. É l’istituzione della famiglia che, fin dall’infanzia, socializza le persone in modo che si comportino secondo norme precise, rispettino l’autorità e si abituino all’obbedienza e alla deferenza, abitudini molto utili ai profitti dei capitalisti. La famiglia è insostituibile per la borghesia come serbatoio della piccola proprietà privata e in alcuni casi della piccola produzione e fa da freno ideologico alla presa di coscienza sociale. Vogel ignora tutte queste questioni e si concentra solo sul “lavoro domestico” non retribuito delle donne.
L’obiettivo ultimo
Ancor più debole è la posizione di Vogel per quanto riguarda l’obiettivo ultimo della liberazione delle donne. Lo si capisce specialmente da ciò che omette. Vogel separa l’emancipazione delle donne dal superamento della scarsità economica e dalla sostituzione del lavoro alienato (nella fabbrica come nella casa) col lavoro creativo fonte di soddisfacimento. L’obiettivo ultimo di una società comunista e i mezzi per realizzarla sfuggono dai confini intellettuali del “femminismo socialista” di Vogel.
Nello spiegare la loro adesione ad una concezione materialista della società e del cambiamento sociale, Marx ed Engels non si riferivano solo al capitalismo e alle società classiste che lo avevano preceduto (come il feudalesimo). Fornirono anche la concezione materialista di una futura società senza classi. In effetti, fu proprio questa la loro divergenza fondamentale con le principali correnti socialiste dell’inizio del diciannovesimo secolo, cioè gli owenisti, i fourieristi e i saint-simoniani, riassunte da Engels ne Il socialismo dall’utopia alla scienza (che in origine faceva parte della sua polemica del 1878, Anti-Dühring). Marx ed Engels capivano che una società socialista, concepita come stadio iniziale del comunismo, richiede un livello di produttività del lavoro molto più elevata persino di quella degli attuali paesi capitalisti più avanzati. Ciò richiede una continua espansione delle conoscenze scientifiche e delle applicazioni tecnologiche.
Vogel non ha questa concezione. Lo si vede specialmente da come parla della Russia sovietica delle origini. Esprimendo grande apprezzamento per la concezione e per l’impegno di Lenin verso il superamento dell’oppressione delle donne, ne cita con approvazione il discorso del 1919, “I compiti del movimento operaio femminile nella repubblica dei Soviet”:
“Voi tutte sapete che, anche quando esiste una piena eguaglianza di diritti, quest’oppressione della donna continua in effetti a sussistere, perché sulla donna cade tutto il peso del lavoro domestico che, nella maggior parte dei casi, è il lavoro meno produttivo, più pesante, più barbaro. É un lavoro estremamente meschino che non può, neanche in minima misura, contribuire allo sviluppo della donna.
Perseguendo l’ideale socialista, noi vogliamo lottare per la completa realizzazione del socialismo e qui un vasto campo di lavoro si apre dinanzi alle donne. Oggi ci prepariamo seriamente a sbarazzare il terreno su cui edificare il socialismo, ma l’edificazione del socialismo comincerà soltanto quando, dopo aver realizzato l’uguaglianza completa della donna, ci accingeremo al nuovo lavoro insieme alla donna, liberata da un’attività meschina, degradante, improduttiva.”
Vogel sostiene erroneamente che quella di Lenin era una voce che gridava nel deserto. Afferma che il principale ostacolo al superamento dell’oppressione delle donne nell’originaria Russia sovietica era ideologico: i valori patriarcali prevalenti tra gli uomini, operai e contadini, e una presunta indifferenza alla liberazione delle donne da parte dei quadri, in maggioranza uomini, del partito bolscevico. Scrive Vogel:
“Le osservazioni di Lenin sullo sciovinismo maschilista non acquistarono mai forma programmatica e la campagna contro l’arretratezza ideologica maschile restò nel migliore dei casi un tema di secondo piano nella pratica bolscevica. Ciononostante, le sue affermazioni sul problema furono una testimonianza molto rara della sua serietà: i contributi teorici di Lenin non riuscirono a lasciare un’impressione durevole”.
In verità, il governo sovietico mise in campo sforzi enormi per sollevare le donne della classe operaia dal peso dei lavori domestici e dalla cura dei figli, istituendo cucine, lavanderie, asili e altre strutture collettive. Sia i bolscevichi che l’Internazionale comunista costituirono degli speciali dipartimenti per il lavoro tra le donne. Nell’originario Stato operaio sovietico, lo Zhenotdel era attivo sia nelle regioni europee che in quelle dell’Asia centrale.
I limiti delle politiche emancipazioniste del governo comunista di V.I. Lenin e Leon Trotsky non erano ideologici ma nascevano dalle condizioni oggettive: la povertà di risorse materiali aggravata da anni di guerra imperialista e di guerra civile. In un articolo del 1923 intitolato “Dalla vecchia famiglia alla nuova”, che nel 1924 fu incluso nella raccolta Rivoluzione e vita quotidiana (un’opera che Vogel non menziona neppure), Trotsky spiegò:
“La preparazione fisica per le condizioni della vita e della famiglia nuova non possono anche in questo caso essere separate essenzialmente dal lavoro più generale della costruzione del socialismo. Lo Stato operaio deve diventare più ricco in modo da affrontare seriamente il problema dell’educazione pubblica dei ragazzi, della liberazione della famiglia dal fardello della cucina e dell’educazione pubblica dei bambini; cio è impensabile, inconcepibile senza un miglioramento sensibile di tutta la nostra economia. Abbiamo bisogno di fare grandi passi avanti in campo economico e solo se riusciamo a farli potremo liberare la famiglia dalle funzioni e dei lavori che ora la opprimono e la disintegrano. Il bucato dev’essere fatto in una lavanderia pubblica, i pasti debbono essere consumati in ristoranti pubblici, e le riparazione dei vestiti debbono esser fatte in laboratori pubblici. I figli debbano essere educati da buoni insegnanti che abbiano una vocazione reale per questo lavoro”.
La povertà era la sorgente di un’altra importante area di diseguaglianza tra uomini e donne nella prima Russia sovietica (cosa vera, peraltro, in ogni Stato operaio economicamente arretrato). Parliamo della mancanza di manodopera altamente qualificata, dotata di conoscenze avanzate e capacità tecniche. Gli operai qualificati dell’industria e i membri dell’intelligencja tecnica (ingegneri, architetti, ecc.) dovevano essere pagati di più degli operai non qualificati, anche se le differenze salariali erano molto inferiori che nei paesi capitalisti. Questo strato meglio retribuito della forza-lavoro, eredità del minuscolo settore capitalista moderno della Russia zarista, era formato in prevalenza da uomini. Anche se lo Stato operaio delle origini si sforzò di correggere questo problema, gli mancavano le risorse materiali per educare e addestrare come conduttrici di macchine o ingegneri un numero di donne sufficiente ad ovviare al predominio maschile nel settore.
Vogel conclude il suo libro con una previsione su come avverrà la transizione al comunismo dopo il rovesciamento del capitalismo:
“Di fronte alla terribile realtà dell’oppressione delle donne, i socialisti utopisti del diciannovesimo secolo invocarono l’abolizione della famiglia. La loro drastica rivendicazione continua tutt’ora a trovare dei sostenitori tra i socialisti. Al suo posto, il materialismo storico pone invece il difficile compito di ridurre e simultaneamente redistribuire il lavoro domestico, rendendolo parte integrante della produzione sociale della società comunista. Come lo Stato non viene ‘abolito’, ma si estingue, così deve estinguersi il lavoro domestico. La corretta gestione del lavoro domestico e del lavoro femminile durante la transizione al comunismo è dunque un problema decisivo per la società socialista, non fosse altro perché solo così si possono stabilire e conservare le condizioni economiche, politiche ed ideologiche di un’autentica liberazione delle donne. In questo processo, anche la famiglia, nella sua particolare forma storica di unità sociale consanguinea volta alla riproduzione di forza-lavoro da sfruttare in seno alla società divisa in classi, è destinata ad estinguersi, e con essa scompariranno sia i rapporti famigliari patriarcali, sia l’oppressione delle donne.” [enfasi nell’originale]
Ma come si potrà realizzare la riduzione e redistribuzione del lavoro domestico? Nel corso della transizione dalla dittatura del proletariato al comunismo compiuto, la trasformazione della famiglia sarà un corollario dell’espansione della produzione e della maggior abbondanza. La sua estinzione, o disintegrazione, è frutto del successo economico. In questo processo, essa verrà rimpiazzata da nuovi modi di vita che saranno incomparabilmente più ricchi, più umani e più appaganti. Ci sarà senz’altro bisogno di sviluppare alcune regole nel corso di questa trasformazione, man mano che le persone sperimenteranno modi di vita nuovi. Nel periodo di transizione, sarà compito del collettivo democratico degli operai, il soviet, sviluppare delle alternative e guidare il processo.
http://www.icl-fi.org/italiano/spo/79/donne.html
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2016.08.14 13:30 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.07 04:08 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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